Arquivo para fevereiro, 2009

O homem é lobo do homem?

Posted in metamorfosesocial on 20/02/2009 by Luã Gabriel

A partir deste questionamento, inspirado no estado de natureza Hobbesiano (HOBBES, Thomas. Leviatã. São Paulo: Rideel. 2005) é que venho tecer alguns comentários a respeito de um caso que envolve a Polícia Militar do Pará.

No dia 16 de outubro de 2008, em Inhangapi (PA), durante o curso operacional da ROTAM (Ronda Tática Metropolitana), o policial José Araújo Cruz, de 29 anos, sofreu, na versão oficial da PM, insuficiência cardíaca decorrente de afogamento.

Hoje pela manhã no jornal Diário do Pará, circula a versão do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, onde indica que o policial tenha sido vítima de um afogamento provocado por terceiros, levando em consideração as lesões no cadáver. Lesões estas, localizadas no pescoço da vítima, apontam que o mesmo pode ter sofrido pressões através de mãos embaixo da água, gerando assim o afogamento.

A ROTAM não possui boa popularidade, pois circulam pela cidade uma série de histórias a respeito do procedimento desses policiais, que vão desde fama de violentos, estúpidos, prepotentes, dentre outras.

Um vez ouvi, de um policial militar, que “a ROTAM é o BOPE do Pará” e fiquei bastante assustado com isto, pois, a sociedade não precisa de modelos de polícias violentas para garantir a segurança em nosso estado, mas sim de uma polícia comprometida com a sociedade e que possa cumprir isto de forma profissional.

A função da polícia não é a de matar, de encarar os seres humanos como lobos dos outros, independente dos antecedentes de qualquer pessoa. A polícia deve exercer suas funções de forma civilizada, preparada para servir a comunidade.

Se em um treinamento da polícia eles aplicam tamanha violência com seus pares que chegam a matar, então imagine isto com um indivíduo qualquer, seja este culpado ou não por qualquer coisa.

Sendo assim, precisamos ficar de olho para que a ROTAM e qualquer outro grupamento policial seja mais humano. ROTAM não é MATAR!

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DENÚNCIA! Mata, mas engorda?

Posted in metamorfosesocial on 19/02/2009 by Luã Gabriel

Ontem recebi uma mensagem denunciando a recente lanchonete de Belém, a Subway. Esta é uma rede internacional de fast-food, com 30.000 franquias espalhadas em 88 países.
Quando li a mensagem lembrei da velha frase: “mata, mas engorda”. Talvez algumas pessoas possam não compreender, porém, vou tentar explicar a origem desta frase. Na tentativa de aproveitar um alimento que cai no chão, algumas pessoas consomem mesmo assim e justificam com a frase: “mata, mas engorda”.
No caso desta lanchonete, creio que este mata poderá ser no sentido literal da palavra se medidas não forem tomadas. Assim, reproduzo abaixo a mensagem da jornalista Anamélia Araújo, que denuncia a lanchonete Subway à Vigilância Sanitária.

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NÃO É MENSAGEM ANÔNIMA, SOU EU QUEM DENUNCIA E É VERDADE.
UM CASO DE SAÚDE PÚBLICA

Vigilância Sanitária

Eu, Anamélia Martins de Araújo, jornalista, moradora da Avenida Visconde de Souza Franco, 435, entre Senador Lemos e Municipalidade, venho denunciar a lanchonete Subway, localizada na Avenida Visconde de
Souza Franco, esquina da Senador Lemos, pois a mesma está infestada de ratos e já estive com a gerente da loja há uma semana e mostrei os ratos entrando pela porta dos fundos da lanchonete (depósito de
alimentos) e nenhuma providência foi tomada, embora ela tenha dito que iria falar com o dono e resolver a limpeza no local. Ora, essa lanchonete vive lotada de jovens e ninguém toma providências e os ratos invadem minha casa a as casas de meus vizinhos colocando em risco a saúde de todos, pois sabemos que doença de rato (leptospirose e outras que nem sei o nome) é coisa séria e quero que a saúde pública tome imediatas providências nesse grave caso da Subway. Acho ainda que diante da gravidade do caso, a Subway deveria se responsabilizar por uma desratização em todas as casas ameaçadas pelo problema. Quem quiser constatar o fato é só chegar no local, olhar sacos pretos de lixo e mexer neles: ratos saem correndo para dentro da Subway, isso qualquer hora do dia que o lixo esteja em frente a porta do depósito da lanchonete que dá para a Doca.

Em 9 de fevereiro de 2009
Anamélia Araújo
10 87 DRT-PA
9157 2889

Sobre educação

Posted in metamorfosesocial on 18/02/2009 by Luã Gabriel

“Assim, a comunidade em processo de desenvolvimento, mesmo que se esforce para colocar todas as crianças na escola e contribua para o aumento da qualidade da escola, não precisa ter nenhum compromisso com ideologias escolarizantes e pode trabalhar para a desescolarização da sociedade local, superando – por meio de experiências alternativas – a estrutura e a dinâmica desses centros reprodutores de costumes, normas de moralidade e crenças cujo objetivo geral é adaptar o ser humano a um tipo de sociedade em que não há muito espaço para a imaginação criadora e, conseqüentemente, para a inovação.”
(FRANCO, Augusto de. O Lugar mais desenvolvido do mundo. Brasília: AED. 2004)

Ontem escutei atentamente o relato de uma mãe que havia sido convocada para uma reunião na escola de seu filho de 9 anos. O garoto hoje estuda em uma escola particular, mas até o ano passado estudava em uma escola pública, onde o ensino não era tão puxado quanto está sendo agora.
O motivo desta reunião, que havia sido convocada por uma das coordenadoras deste centro de ensino, era a dificuldade do garoto em acompanhar as atividades em classe.
Assim, durante a reunião a coordenadora informou que o garoto apresentava inúmeras dificuldades para acompanhar as aulas e os exercícios em sala de aula e que a responsável deveria tomar atitudes para resolver tais problemas.
Ao final do relato da coordenadora a mãe do garoto questionou sobre qual era o método pedagógico utilizado pela escola, se era montessoriano, construtivista, Piaget ou conservador? Então, a coordenadora, que não era psicóloga nem pedagoga, desconcertada e sem saber ao certo o que dizer, respondeu que era o conservador, e completou dizendo que esta era a melhor opção tendo em vista o futuro dos alunos para prestar vestibular.

Depois de ouvir este relato eu sinceramente não sabia se me indignava ou se chorava. Como é que pode, em pleno estágio de mudança e de constantes discussões a respeito do modelo ideal de educação, e conseqüentemente a tentativa da abolição dessa errada concepção de educação tradicional, uma pessoa que se diz coordenadora afirmar que a escola é conservadora?
Como iremos promover de fato o desenvolvimento humano, social e sustentável enquanto ainda tivermos escolas e pessoas que pensam desta forma?
Quando é que iremos, definitivamente, acabar com essa história de preparar os jovens (e agora as crianças) para o Vestibular?
As escolas não devem preparar ninguém para o vestibular. Devem formar cidadãos do futuro, comprometidos com a sustentabilidade do planeta, com uma cultura política ética e responsável, com a cooperação e fraternidade.
O vestibular deve ser compreendido apenas como um mero exame, onde a partir do momento em que o jovem receber esta formação revolucionária para a cidadania, na concepção da interdisciplinaridade, vai ter um ótimo desempenho neste exame, pois vai identificar-se como um cidadão do futuro, com uma educação de qualidade, não de quantidade.
Precisamos formar as crianças e os jovens para que sejam cidadãos criativos, autônomos e protagonistas do desenvolvimento e não individualistas e alienados.
Sendo assim, precisamos todos os dias combater esta educação conservadora que ao invés de construir ela apenas destrói.

De olho na justiça, construindo a democracia

Posted in metamorfosesocial on 16/02/2009 by Luã Gabriel

Segundo Aristóteles, o povo pode ser governado por um, por poucos ou por muitos, conforme escolha a monarquia, a oligarquia ou a democracia. Nós optamos pela democracia, no entanto ainda é uma democracia no sentido “fraco”, com vários erros de concepção.

Estamos democratizando a democracia, de forma radical e para este momento, é de extrema importância o controle social sob os poderes executivo, legislativo e principalmente o todo poderoso judiciário.

Assim, o Movimento de Olho na Justiça, que será inaugurado em breve no estado do Pará, pretende trabalhar, fiscalizando as ações do sistema judiciário e obviamente cobrando agilidade. Todas as pessoas com interesse de fazer parte dessa democratização da democracia, podem participar no dia 17 de fevereiro, às 17h, no Sindicato dos Médicos do Pará (Rua Boaventura da Silva, nº 999, entre Generalíssimo Deodoro e 14 de Março), da primeira reunião do Movimento de Olho na Justiça.

O Povo Falou: Não Ao Abuso do Nome de Chico Mendes!

Posted in metamorfosesocial on 11/02/2009 by Luã Gabriel

Recebi hoje meu email e não poderia deixar de replicar tal mensagem, levando em consideração a relevância do fato.

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O voto é quase *unânime*: o atual Instituto Chico Mendes de Biodiversidade deve mudar seu nome. 187 pessoas votaram em favor de um
outro nome. E mais: nos comentários, muitas pessoas, entre eles servidores do IBAMA e do próprio instituto, criticam a falta de transparência, compromisso e ação do ICMBio. “(É) impossível não
reconhecer que o Instituto não honra seu nome” lamenta um servidor do IBAMA, outro fala da “esquizofrenia administrativa.” Um comentador chamou a divisão do IBAMA “um grande error.” Até que outro nome já foi
sugerido:Instituto Brasileiro de Unidades de Conservação.

 


A iniciativa do CNS de trocar o nome do instituto e assim preservar o nome de um dos seus fundadores, recebeu muito apoio também da população extrativista longe da internet. E mais importante, ela chamou atenção ao fato que o ICMBio, em vez de cumprir o papel dela de servir o cidadão, proteger a biodiversidade e agilizar os processos de desenvolvimento sustentável, *até agora não deu nenhuma resposta convincente, mostrando a que veio*. Portanto, esperamos que o Ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc, aproveite dessa chamada, ouça a voz do povo e tome atitude e iniciativa para regularizar as instituições do ministério e fazer o papo valer.

 

Mais uma vez para lembrar: *As Reservas Extrativistas continuam precisando*

– ser desmarcadas e sinalizadas

– os conselhos deliberativos criados

– os créditos liberados

– a infraestrutura instalada (saneamento básico, educação, saúde etc.)

– os planos de uso múltiplo APROVADOS


*Não podemos perder tempo*. Vamos ao trabalho!


CNS